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O negócio é o seguinte
Fim de ano conturbado. Os planos de férias na praia foram atropelados pela Conferência México-Estados Unidos para a Coalizão anti-drogas, à qual fui intimado a comparecer. Ou seja, estou indo para a poluída Cidade do México. 
Mas nem tudo está perdido. A Dri, preocupada com a enorme quantidade de tequila no país dos sombreros, 
irá me encontrar, para conferir minha abstinência in loco, em Acapulco. 
E lá ficaremos até domingo. Enquanto isso, em terras tupiniquins, tem a peça Calígula, 
cuja tradução francês-português é minha. Ainda não fui conferir, mas na volta estarei lá. E Rubens K. manda o recado: 
E tem também: 
Adiós amigos y hasta pronto!
Escrito por Paulo de Tharso às 20h51
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Não vou esquecer nada! Eu quero ver tudo e não quero esquecer de nada. Não vou mais ao fundo do copo para esquecer. Vou para me lembrar. Quero esmiuçar kada centímetro cúbico de dor sem chorar. Como espinho na sola do pé, ou pedra, dentro do coturno que eu não posso tirar, porque tenho que continuar a marcha do próximo. Eu estou falando de hipocrisia, de armas, de drogas, de miséria latente, dos anjos de karas sujas, de barriga d´água, de deskazo, intolerância, desmoronamento, armamento pesado, hospitais sem geradores, do baixo nível ( do seu Caetano, garoto Imbra), do baixo clero, de desespero, desemprego, de golpes que pululam todo santo dia debaixo da linha do Equador... De estar sempre numa fria, santo Bukowiski que nos inspira até a alma ficar carregada de vinho e ópio, “porque ela nunca levou em consideração minha natureza”, a paz. Eu sou Émile Armand e sua gana. Sou Barrué e Günter Freitag, cuspindo em tua kara de panaka feliz. Nada em minha vida foi coincidência. Nem em tua, mané esperto! Nem em tua! Hoje pela manhã, bem cedinho encontrei um parceiro talentoso, com dedos ágeis que fazem poesia em cordas de aço com notas amplifikadas. Encontrei uma menina, filha de Tróia, com olhos de mar e cikatriz no pulso. Quem sou eu pra falar... Eu só tenho que evitar a zona de risco, o bar... Se eu fizer isso, só por hoje, estarei a salvo. Só por hoje.
Este kalor insuportável! Eu sou Shelton Jackson Lee tentando fazer a coisa certa, porra! Este artigo desgraçado que não consigo akabar! Este desespero por tanta informação infame e desencontrada. É, está certo, fui eu quem escolhi ser assim, então, agora, eu que me foda, não é mesmo? Pode atravessar a sala que eu estarei no mesmo lugar. De olho em Honduras, na Colômbia, no Pentágono e em suas falsas forças tarefas no cone sul, na Uniban de kada esquina do passado, do presente e do futuro incerto. Pode me chamar de enclausurado, delirante, do que quiser. Eu não arredo o pé! O presente não é alegre porque não há esperanças fortes, digamos assim, que sustentem os movimentos existentes. Eu estou em constante desencanto, kamarada! Eu vou limpar o teu vômito fascista do meu corredor. Vou ser para sempre essa coisa torta e beligerante até o último fio de kabelo, é verdade! Mas estou atento por meu sobrinho que só tem 13 anos. Pela criança na rua, descalça e nua, cheirando cola, éter e benzina. Pela mãe fumando crack, pelo pai alcoólatra, pela bela merda que você deixou aumentar devido ao teu total desprezo pelo coletivo, pelos problemas coletivos, pelo próximo, pelo plástico que jogamos todos os dias nas bokas de lobo, das ruas e avenidas... E essas nossas bokas cheias de dentes, balbuciando palavras sem sentido, palavras dementes, repetindo sempre as mesmas frases feitas, esperando, esperando, esperando, esperando o trem, a boa sorte no ano que vem, esperando o sol, o dia amanhecer, nascer feliz, esperando sentado, no centro da sala de jantar, esperando a morte chegar. “É, hoje eu tô cansado, eu tô cansado, eu tô cansado...” Mas ainda bem que existe o Marcelo Mirisola. Este cidadão vê, ouve, desconfia, analisa, decodifica e manda mísseis certeiros. Aí, Jesus! hthttp://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=14&cód_publicacao=305457&filha1
Escrito por Paulo de Tharso às 16h10
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Porque essa é a koiza certa Houve um apagão. Uma energia muito forte se foi. Uma luz, de kamaradagem muito intensa, muito limpa e franka se desligou desse plano. Isso é um plano, não é? E foi iluminar em outro lugar. Deixou a certeza de que somos todos iguais e que todos podem ou deveriam ser bons com o próximo. A dor faz isso com a gente. Eu não o conhecia muito. Só de um copo aqui, outro akolá, um olhar alegre e um olá para vida. Fiquei emocionado com os textos do Ademir Assunção e do Mário Bortolotto e as manifestações de karinho dos amigos e conhecidos do Waldir. Então, este texto é para os amigos, dos quais, por erro meu, tive de me afastar. É uma forma de cumprir uns passos decisivos para que eu me recupere. Se no meio do kaminho eu magoei, direta ou indiretamente alguém, peço perdão. Não há porque esconder que sou alcoólatra. Esconder seria mentir e eu não poderia me recuperar. Então, estou fazendo uma lista das pessoas que, de alguma maneira, eu tenha destratado, mesmo de leve. Mesmo que eu tenha apenas deixado de dizer um cordial e civilizado bom dia, porque eu estava louco demais. Para todos os amigos que eu não vejo mais. Usei essa foto que roubei do blog do Pierre Masato. Um amigo do qual me afastei, de quem sinto falta, e com quem preciso beber um kafé dia desses. Na verdade, são muitos os amigos com quem preciso sentar e beber qualquer coisa que não me envenene mais a alma. Foto do blog do Pierre Masato
Só Por Hoje Ela me deu um beijo, brincou com o gato e, antes de sair, já na porta, ela disse: __ O Mundo não está contra nós, Paulo! Você tem razão, há perigos, mas eu penso que não há muito que fazer. De uma maneira ou de outra, temos que tentar amá-lo. Não esquece de trokar a areia do Félix, meu amor. Ela saiu e eu fui trokar a areia do gato pensando que eu tento, eu tento, porra! Mas essa esclerose dos sentimentos pelo mundo derruba qualquer um, sacro santo! Ainda mais um alcoólatra como eu. Eu sou um kara errado, sempre no lugar e na hora errada. O Brum e o Paulão até escreveram uma múzyka em minha homenagem enaltecendo o meu ser todo errado. Que honra, não é? Não..., é verdade..., eu acho pertinente mesmo. Porque quando eu bebo, tudo começa a desmoronar porque parece que eu vivo e amo esses perigos do mundo. E a múzyka é boa, porra! Eu deveria ter dito isso pra ela, antes dela sair. Abri a janela e gritei: __ Eu amo muito estes perigos que o mundo tem, porra! Pois é, eu amo. Eu amo meus amigos também mas sempre parece que demonstro o contrário. Se eu não bebo, fico estranho no meio dos karas. Se eu faço o contrário e resolvo beber, eu estrago tudo. Não foi por akazo que minha banda se chamava A Kaza Kaiu, porra! Então não bebo, fico sóbrio e só. Não sei se canto, se kalo...Eu kalo. Embora eu intervenha aqui ou acolá, eu kalo porque não bebo. E daí sobra aquela kova sepulcral que eu kavo no ar. Quando não estou com ela eu realmente estou só, porque não quero mais preocupar ou irritar ou magoar os meus amigos, que verdade seja dita, são uns karas da pesada e muito legais e muito talentosos para andar com um kara que estraga tudo. Então, de um bom tempo para k, eu perambulo só. Não sei se foi no natal ou no ano novo ou alguns dias antes, a gente tava na cobertura do Peréio. Tava o Massao, o Bortolotto, o Lingüinha, o Brum...Não o Brum não estava, mas estava o Trovão. Lembrar me é muito confuso. Depois chegaram umas meninas e tava tudo normal. Lembro que estava tudo bem e, num outro instante, eu estava me equilibrando na beira do muro da cobertura. O Peréio se aproximou devagar com o copo na mão e foi caminhando ao longo do muro, embaixo, dizendo: __ Olha, se você estiver com vontade de se jogar eu não tenho nada contra. Mas olha só; os vizinhos vão ver pela janela, vão chamar a polícia e a coisa vai ficar ruim para mim, porque tenho uns negócios aqui em kaza, porra! Ai eu desci. Eu sempre desço. Eu nunka fiquei lá por muito tempo porque sei que se fikar posso me jogar. Então de uns tempos para k eu perambulo sozinho por aí, quando ela não está. Porque se eu fizer uma merda, estarei só. Ninguém vai ter que se fuder por minha conta. Eu sei fazer as coisas sem que ninguém me oriente. Pra certas coisas não há segredo. Mas eu sinto saudades dos amigos. É uma pena amar demais os perigos. Mas a gente tem de aprender a amar mais os amigos. Descobri que quando não tenho medo, é perigoso. Porque não será numa pia de água benta que eu vou mergulhar minha coragem estúpida. E por isso, e só por hoje, eu inventarei qualquer medo, ainda que momentâneo. Um santo medo. Só por hoje. Ontem fiquei triste com a notícia do Waldir, amigo do Edvaldo Santana . Como disse o Bortolotto, ele era amigo de todo mundo. Eu bebi algumas vezes com ele no Sebo do Bac. O Edvaldo deve estar muito, muito triste. Todos que o conheciam estão, com certeza. Não se preocupe Adriana, já tô voltando pra kaza.
Escrito por Paulo de Tharso às 10h22
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Domingo foi um dia diferente. A Adriana e eu acordamos sabendo que seria um dia meio longo. Primeiro eu tentei não me preocupar muito mas, almoço com a família, sempre me deixa um tanto apreensivo. Eu vejo quase nunka minha família a não ser minha avó, entrevada em uma kama desde 2005, quando sofreu um AVC. Ela tem 96 anos e é lúcida e eu vou lá, toko violão pra ela, passo a mão em sua kabeça branka, converso um pouco com ela e até levo uns amigos pra almoçar lá de vez em quando, só pra fazer barulho na kaza.... Então no meu kazo é desconfortável mesmo. Principalmente porque era na kaza de seu tio, que eu não conhecia, para comemorar o aniversário da filha dele, que eu também não conhecia, enfim... Eu não conhecia ninguém. E o pior é que eu não tô bebendo e não me solto, o que aumenta a insegurança depois de tantas dékadas de etílikos blues na telha e depois porque no final do dia eu teria que dar aula de Francês para o Dr. Ricardo Nogueira, meu aluno neurologista, um kara muito bakana que avia minhas receitas de Valium e koiza e tal. E que se depois da aula eu não estivesse cansado, ainda daria uma estikada com a Dri, para comer um churrasco na galeria e escutar a Saco de Ratos acústico... Não deu! Faz tempo que eu tenho vontade de rever os karas tokando, porra! 
Mas voltando ao almoço: O seu tio é o Deputado Federal Arnaldo Madeira do PSDB e sua tia Felícia Reicher Madeira é socióloga, diretora da Fundação SEADE. Então, eu peguei alguns exemplares da revista Artigo 5º, revista em que Cavana, eu e outros escrevem, coloquei debaixo do braço e fomos para a feijoada. Achei que levar as revistas para presentear os anfitriões seria mais apropriado do que meus Cds de blues & rock, ou um exemplar do meu livro “O dia de Santa Bárbara”, certo? Fui muito bem recebido e, de kara, o valete Bento nos ofereceu kaypirinha de limão ou marakujá, whisky, cerveja, koka-klola e água... Fiquei com a koka-kola. Para quem me conhece, eu tava no mínimo bizarro. Entrei quieto e permaneci kalado. Klaro, falei duas ou três palavras sobre polytika, da OSCIP Ecos Urbanos que tenho com o meu parceiro Daniel Cavana (que aliás mandou muito bem, no blog dele de ontem, sobre o infeliz comentário do mano odara, kada vez mais arrivista e sakana), falei e ouvi sobre edukação (coisa que o mano parece ter perdido de vez), porque havia muitos sociólogos, professores da USP e biólogos e juízes... 
Mas eu estava mais afins de olhar as crianças jogando bola no jardim e fui jogar com elas porque elas não têm ego, nem superego, nem alter ego, nem nada! E elas são sempre elas mesmas e só querem a tua disposição, a tua imaginação, sujar as roupas e as mãos na terra, e correr atrás da bola, e também porque pensei e senti saudades do meu sobrinho Caio que estava sempre por perto, e que depois que meu irmão se separou de sua mulher, ele foi para os E.U.A com a mãe, e eu não o vejo já tem 6 anos. Pensei no filho que eu nunka terei, e que sendo assim, sei com uma certeza distante e triste que eu estou perdendo algo especial na vida... E, brinkando com as crianças, me esqueci das horas, das pessoas da sala de jantar, das coisas que elas diziam, de suas vaidades e do que elas pensam ser, de mim mesmo e do que eu queria ser... Quando percebi, era hora de dar aula e depois da aula, tava podre e não deu para ver os irmãos na galeria. Então passei a me ocupar do artigo sobre a legalização das drogas, que requer muita pesquisa, porque é um assunto sério que vai estar na revista, e aí você começa com a primeira conferência internacional para controle das drogas que aconteceu em Xangai em 1909, passa por uma entrevista em 1997 no channel 4, de um agente da Scotland Yard e vai parar no Pentágono do século XXI e descobre que a bagaça é feia mesmo e termina a noite procurando um filme que aborde o assunto e pega ... 
“A SKANNER DARKLY”. Inspirado no livro de Philip K. Dick “O Homem Duplo” de 1977. O filme tem Keanu Reeves, Robert Downey Jr., Woody Harrelson, Winona Ryder e Rory Cochrane. Quer dizer; para mim um puta elenco. A direção e o roteiro são de Richard Linklater. Esse filme é de 2006 . O filme conta a história de um agente da narcótico que akaba se entregando, passando informações sobre ele mesmo para seus superiores. Philip K. Dick , era um escritor de ficção científika, que morreu amargurado com aquela pecha de que o escritor de ficção científika é um escritor que escreve para adolecentes desajustados, e coisa e tal... Mas ele era fabuloso! Morreu em 1982. Era um kara da contracultura. Muito perturbado com a era Nixon, porque seu apartamento foi invadido, revirado... Todo mundo ficou neurótico na era Nixon. Seus arquivos foram abertos e ele sabia que era o governo quem fazia isso, mas nunka soube a razão. Sua literatura não resultava em “ópera espacial”, faroeste do futuro. Tampouco se encaixa no gênero espetacular de ficção cientifica de Hollywood. Quando você começa o filme, acha que vai ser engraçado, porque a vida dos desgraçados perdedores tem essa koiza meio tragicômika, não é? Mas é cheio de amargura e tristeza. 
O filme é muito fiel ao livro, e recebeu, depois de filmado, um tratamento em computador muito louco. É cheio de papos de drogados, diálogos desorientadores e pensamentos neuróticos – mas mesmo assim propõe uma atmosfera reconhecível para quem já experimentou outros estados de consciência. Tem um tanto das alucinações de William Burroughs e as loucuras e paranóias de Kafka. 
A crítica as drogas é indireta e perspectivista. O desenrolar do enredo, até o finalzinho, faz crescer gradualmente a experimentação do absurdo de uma sociedade degradada pelas drogas, de um lado, e pelo controle abusivo, de outro – tendo no meio dessa merda toda o estilhaçado Bob Arctor (Keanu Reeves) e por trás das cortinas decadentes, a indústria no pior sentido da palavra. Incomoda e por isso acho bom. Se ao menos eu pudesse revelar o que ando descobrindo por aqui, nas pesquisas...Como no filme é desolador. No final do filme, Bob Arctor (Keanu Reeves) diz : " Eu vi a morte nascendo da terra". Ele falava da flor azul e delikada, plantada, colhida, tratada e distribuida como elemento D, pela mesma empresa que financiava a guerra contra os terroristas e combatia os traficantes. Delírio, desprezo, deserção, isolamento, ódio, suspeita mútua e detruição. Se eu pudesse revelar o que venho descobrindo nas pesquisas... 
Mas colokar num blog é foda! 
É, foi um domingo diferente.
Escrito por Paulo de Tharso às 20h46
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HOMENAGEM PARA FAMÍLIA STOCKER TUNGADO DO AUTO LINIERS
Porque eu tive um domingo diferente que eu conto depois.
Escrito por Paulo de Tharso às 11h07
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Cova Funda Gosto de letras de músicas. Gosto das palavras e de seus sons. Gosto de Tom Zé , Zé Mané! E daí? Isso irrita? Você se irrita com tão pouco, não é? Não se irrita com a vida banida de seu verdadeiro lugar? Nem com a criança feia, fraka e faminta, cheia de pereba na kara suja, deskalça e nua, cheirando cola, éter e benzina? Ah, eu sei, eu sei... Isso é só a vida, não é? Mas você colokaria na kapa do teu disco a kara dos anjos sujos, não é? Tampouco desgosto de Melodia, nem da menina despreocupada, falando bobagem, vendo a hora passar, de bobeira. Tão boba, quanto o menino que pensa que pensa que é. E o verbo ser, no presente na terceira pessoa do singular do indikativo é tão frágil como esse um segundo circunstancial, não é? Quero dizer; pertinente mas não essencial, entende? Mas tudo bem... Eu também já fui menino, ou pensei ter sido um dia. Tudo é tão inverossímil, não é mesmo? Inclusive essa vida que eu não escolhi para mim. Mas no final, você entenderá que kada hum cuida de B, ou de C, Dm, E, FM, G, A#, ou simplesmente de si mesmo, certo? Notas são apenas ondas vibrando no ar, mas se eu as juntar, materializo uma harmonia e aí quem sabe? Faz tempo que não componho nenhuma kanção... Gosto da voz da compositora atriz, sussurrando em meus ouvidos “Don´t you dare/ Interrupt the Wite Hause ball/ We´re living scared/ It´s in foreing fields the soldiers...” e ela só tem 22 anos e é linda, e eu continuo kavando e vou com sua voz até o extremo oeste do Sudão, em Darfur, só porque lá os conflitos não se diluem com gelo, me diz a linda Stone em minha orelha de Van Gogh que não te escuta mais. Platão já conhecia a existência das coisas que são belas por si mesmas e que fornecem um prazer puro que não aquele da cessação da dor ou aflição. Então, meio triste digo a ela pelo ar, que infelizmente “Pictures of starving children sell records”, ou algo perto disso e sigo kavando o ar. Hoje me flagro diante do espelho olhando e ouvindo o ”velho”, tentando em vão descobrir as possibilidades que essa palavra me oferece. No ar eu não me deitarei espremido. Por isso o ar eu kavo. Como dizia, gosto das palavras. Gosto de escrever kaza com k, porque assim me parece o som da palavra que traduz o que eu não tenho. Como eu afirmava, gosto das palavras. Com elas, karrego para dentro do buraco que kavo, banimento voluntário, isolamento e solidão. Eu produzo as palavras e elas me arrastam com enxadadas primitivas para uma cova muito profunda que eu ainda tento eskavar. Kavo kada bendito torrão, todo santo dia, para ter algo que me acolha na derradeira noite fria de minha vida. Talvez por isso eu kave sempre tão fundo, ainda que não seja o chão. Pois é, eu kavo o ar impalpável e não a terra, porque deitar ali não é apertado. Ao contrário, é largo. E depois, se tiver de fugir para nunka mais voltar, é muito mais rápido desenkavar, não é mesmo Rubens K? Eu sei que é meio tarde mas eu tive uma idéia pra uma nova kanção... Perdi, no segundo que akabou de passar, porque tudo passa quando se está dentro de um velho chevrolet, certo? As palavras viram fumaça, viram nuvens e se espalham pelo ar. Lugar em que é mais fácil pousar. Tudo nesse mundo vai passar. A noite passa, o amanhecer passa, a vida cheia de tristeza que alguém acha poder diluir com gelo, passa. Esse mundo _ ainda que eu kave noite e dia_ , eu não aprendi amar. Porque por mais que eu tente, sou tão egoísta, que primeiro quero ensinar o mundo a kavar. Gainsbur & Birkin Glauco Mattoso Quando eu era moleque, e só pensava em múzyka, eu lia e escutava poesia e achava tudo muito inacessível. Por isso preferia fazer letras de múzykas. Anos depois me flagrei no meio de discussões do tipo: Até que ponto letra de múzyka é poesia & outras coisas parecidas . Enfim; apesar de perder-me constantemente nos labirintos das palavras e seus ofícios, pelos meus orifícios superiores as palavras entravam e saiam em meus condutores bizantinos do cérebro e eu fui aprendendo a gostar. O que absolutamente não signifikava que eu sabia (e ainda não sei) fazer & ou inventar...palavras. Mas elas e seus donos, foram tomando forma e cor e cheiro, e finalmente eu fui gostando kada vez mais da brinkadeira séria. Um dia, acho que voltando do colégio Arquidiocesano, um kamarada de classe me mostrou uns poemas de um kara muito louko, que havia saído da USP, e que gostava de transgredir. Quando eu li o poeta eu disse ao meu kamarada: “Nossa (na époka a gente não soltava uma porra qualquer por aí, não! Só se escutasse a Jane Birkin kantando “Je t´aime” do Serge Gainsburg), esse kara aí _ eu continuei_ é muito louko! Ô Torto??!!..(era o apelido de meu kamarada), num entendi nadinha!!” O poeta era o Glauco Mattoso. Remexendo em minhas traças achei este poema, que de fato, por conta da merda que aconteceu com uma guria numa faculdade qualquer dessas esquinas da vida, que foram inventadas na époka da ditadura, me fez rememorar o kara. Glauco 15/10/2005 Não há quem melhor defina o trote universitário que um aluno que compare-o à sadia disciplina que impera entre gente fina! Mas lembro que não é só na USP onde alguém sem dó, sabe usar o sujeito: no Mackenzie já fui feito de capacho e lambi pó! Me recordo do forró que a veteranada fez comigo e com mais dois ou três: nos chamavam de “totó” e mandavam que no nó dos cadarços do pisante nós fuçássemos bastante até poder desatá-lo com a boca e... O restante você procura por aí, porque eu acredito em Deus, no Demo e também acho que o crescente número de kazos de kâncer de mamas entre os homens é por culpa da passeata gay. Faça-me o favor!!!!! Mas isso é para dizer que continua o excelente trabalho de Ademir Assunção, o Pinduca, lá no Sesc Consolação. Bravo, Pinduca!!! 
Escrito por Paulo de Tharso às 13h27
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Você diz que sempre tive uma vida secreta. Você está certa. Mas esta sempre foi a minha vida. Não há o que dizer. Eu sempre estive no final da fila dos desempregados. Amargando por alguns trocados. Sempre fui o próximo do próximo. Dentro dos meus agasalhos Eu na frente, atrás o cão Sigo sempre contra o vento Sem direção A tristeza está em close A lata, a cama de papelão Eu caminho contra-feito E me segue o cão Encouraçados em seus carros Ajuntados em lotações O povo espera o chamado, a voz das nações E o próximo? O próximo é você E a vida segue numa guerra civil em todas as esquinas, apesar dos cânticos bucólicos dos românticos quânticos alcoólicos, que começam a sinfonia num beco sórdido e que fatalmente terminam sem saída. E quando acordam, descobrem... perderam a vida. Viro todos os dias todas as esquinas de todas as ruas, e sempre que penso numa coisa estou pensando noutra aurora de minha vida nunca descoberta. Merda! Do outro lado da rua, que encontrei naquela próxima esquina, a mulher definitiva de um outro que não sou eu, passa feliz com os cabelos soltos e pensa que tudo está certo, pois ela está em seu carro amarelo, lá, dobrando a próxima esquina, no seu momento eterno, quando um bólido vermelho abalroa sua vida contra as pedras da existência finita, e a lança para o trottoir imediato do irremediável cimento cinza. Ainda bem que ela não era minha. 
De tão inquieto já não choro Já na me segue mais o cão Ele tem olhos famintos Eu outra direção Eu também estou seguindo Mãos nos ombros das multidões Também espero o chamado, a voz das nações... E o próximo? O próximo é você
Escrito por Paulo de Tharso às 19h10
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LEMINSKI VIVE  E ainda falando do poeta samurai, tunguei um lance que o Jotabê Medeiros escreveu. 
“Lá pelo dia 15 de dezembro, a família Leminski baixava no meu apartamento no Rio de Janeiro para passar as festas do final de ano. Eu adorava aquela turma do leminski, a gente passava dias fazendo música, escrevendo, bebendo, tocando. Foi um dos períodos mais criativos da minha carreira. Um dia a gente tava sem fazer nada e resolveu tomar um ácido para animar. Tomamos o ácido e ficamos lá, mas o negócio não batia. virou uma pasmaceira, a gente lá e o ácido não batia. Até que o Leminski levantou e disse, com aquele jeitão dele: ‘Ôrrrra, esse ácido deve ser fajuto! Esse tempo todo parado aqui e nem um verso, nem uma rima?!?’” Jotabê Medeiros
Pensamento ao final do dia: "Tire seu pescoço cortado da minha faca". Diane Di Prima
Escrito por Paulo de Tharso às 12h53
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Charge do Solda
Vou dar aula de francês nas Clínicas e depois correr pra descolar o que falta pro... 
Escrito por Paulo de Tharso às 10h45
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Hoje tem Brutal
Texto de Mário Bortolotto Parlapatões Praça Roosevelt 184 24hs E amanhã 

Legal! Eu tô com gripe! É normal, ter gripe. Mas bem antes de apresentar-me nas Satyra´s, porra! E com prótese na boka? E o pior é que se eu levar em conta que esse vírus é mutante, nem sei qual analgésico tomar, porra! Eu sei que várias vacinas foram produzidas em grande quantidade para tentar “prever” as novas formas de vírus. Mas qual é a que devo tomar agora, faltando menos de 24 hs para apresentar-me, hein??? Tá legal; Eu li que, de acordo com especialistas fudidos, o risco apresentado pelas novas gripes está na combinação genética do H1N1 (alto índice de contágio e baixa mortalidade) e do H5N1 (baixo índice de contágio e alta mortalidade). A probabilidade é pouca, mas se acontecer justamente quando eu estiver fazendo a peça, amanhã às 00:30, na tenda do Bortolotto, hein? A Zeza Mota vai dizer que eu estraguei tudo! Que eu não percebi a deixa, que eu não decoro o texto e coisa e tal... E o Marcos Loureiro? Sem pensar duas vezes diria; __ Eu sabia que esse papo que ele tinha parado de beber, era pura firula, sangue bom! O Jarbas, criador do texto, então...Nem pensar... “Porra, Picanha... Não acredito que cê fez isso, brother”! E o próprio Bortolotto?__ Isso, Paulo... Continue queimando pontes! O Mirisola, então: __ Porra, Paulinho!; Saí da beleza do Grajaú, com vista para artilharia no morro do Macaco, pra ver essa tua sagüisse? Tudo bem! A probabilidade de essas coisas acontecerem é pouca. Mas se acontecer, o perigo de se fundirem as duas variações seria o de gerar uma alta taxa de mortalidade em um grande número de pessoas. É...Tô falando da doença, porra! Mas tudo bem! Tô calmo! Amanhã estarei lá!
Escrito por Paulo de Tharso às 15h31
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OUTRA KOIZA Vamos Bater O Tambor. Ontem almocei com Marcelo Mirisola. Entre uma garfada e outra, de um delicioso peixe grelhado, acompanhado de legumes levemente puxados na manteiga, ele me dizia que estava impressionado com o poder de fogo dos dois lados, na guerra do tráfico no Rio de Janeiro. Ele foi testemunha ocular e auditiva, in loco, dos últimos acontecimentos no Rio de Janeiro. Ele até escreveu sobre isso no Congresso em Foco. Hoje, numa ressaka dos diabos de tanta coca-cola e chá de cidreira, comecei a pesquisar mais informações para o texto da próxima edição da revista Artigo 5º, e descobri algumas coisas no mínimo curiosas. O Pentágono redistribuiu as cartas. Um acordo vias de ser finalizado concede aos Estados Unidos a utilização de sete bases militares na Colômbia: Laranda e Apiay (leste do país), Tolemaida e Palenquero (centro), Malambo e Cartagena (litoral caribenho), Málaga (Pacífico). Uma iniciativa ao menos curiosa, já que a notícia espalhada por Bogotá é a do enfraquecimento e desarticulação das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Talvez Álvaro Uribe esteja mentindo sobre esse ponto. Talvez o objetivo americano-colombiano seja bem mais amplo _ as duas hipóteses, aliás, completam-se perfeitamente. Quem define o terrorista? O narcotraficante? Por enquanto, Washington e Bogotá revezam-se em um macartismo midiático que favorece a globalização das trocas e a explosão dos interesses cruzados entre grupos econômicos e empresas de comunicação. É mesmo um grande show, Mirisola! O Jornal El País de 16 de Julho de 2009, “teve acesso” á um relatório do Congresso americano que apontou a Venezuela como um novo “narco-estado”. Olha o trecho do relatório, escolhido pelo jornal: “As agências de segurança norte-americanas detectaram, em 2007, 178 voos provenientes de aeroportos da Venezuela, que se suspeita [é admirável a pertinência da prova], tenham transportado drogas...”. Em agosto, mês do cachorro louco, outro escândalo surgiu. O governo colombiano denunciou que três lança-mísseis pertencentes ao exército venezuelano foram encontrados nas mãos das Farc. Ok, Chávez e o narcoterrorismo no mesmo combate. Mais tarde, descobriu-se que esse material pertence a um lote de AT4, vendidos em 1988 a Caracas pela firma sueca Saab Bofors Dynamics, cinco dos quais foram roubados por um grupo colombiano durante ataque ao posto militar fronteiriço venezuelano de Carabobo, no rio Meta, em fevereiro de 1995, três anos antes da chegada de Chávez ao poder. Informação que Bogotá conhece perfeitamente. Enquanto isso e por trás dessa cortina de fumaça, os vizinhos da Colômbia __ nem todos radicais __ inquietam-se com a presença de bases estrangeiras destinadas a lutar “contra o narcotráfico, terrorismo e outros delitos de caráter transnacional”. O caso é que devemos lembrar que a companhia bananeira norte-americana United Fruit Company, criada em 1899, tornou-se símbolo do golpe na América Central. Ela participou diretamente da derrubada do presidente Jacob Arbenz, em 1954, na Guatemala. Outros tempos? Em dezembro de 2008, o presidente Manuel Zelaya aumentou o salário mínimo de 180 dólares para 289 dólares. Organizou-se uma verdadeira operação de guerra contra a medida no conselho administrativo da firma Chiquita _ ex- United Brands . A companhia produz cerca de 8 milhões de caixas de abacaxi e 22 milhões de caixas de bananas por ano. A empresa mexeu seus pauzinhos em Washington, através do Covington and Burling – poderoso escritório jurídico que dá consultoria para multinacionais _, e se juntou ao Concebo Hondurenho da Empresa Privada (Cohep), também muito descontente. Em outubro de 2006, um outro confronto já havia ocorrido no Equador. O governo questionou publicamente o monopólio que exerciam as companhias Chevron, Exxon Móbil, a nossas e vossas Shell e a empresa local Dippsa sobre a venda e distribuição dos combustíveis, e lançou uma concorrência sobre o setor. Bom antes da sobremesa, me veio o sobressalto de que a reativação da Quarta Frota Americana, já cruza importante jazida de petróleo offshore recentemente descoberta pelo Brasil. Tudo isso é para dizer que o Marcelo Mirisola tem razão. É tudo Kapital, meu irrrmão! Pede outro delicioso creme de papaya aí, e vamos subir o Vidigal.
Escrito por Paulo de Tharso às 13h47
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Na linha de frente da redução de danos. Aprendi, por experiência própria, a pôr em dúvida a validade da autoridade social, tal como existe hoje em dia, no que se refere a indivíduos que possuam uma atividade artística bem definida. Só quem passou pela avaliação de um psiquiatra e por ele foi katalogado, sabe o que estou dizendo. É inadmissível etiquetar um artista. Os psiquiatras que me apalparam a cabeça para ver se descobriam nela alguma coisa errada, não estavam suficientemente informados dos meus objetivos e valores. Por isso, não reconheço a competência deles diante de casos típicos. Minha luta com as autoridades médicas continua. E agora, tenho ao meu favor a constatação de que não existe mais um consenso mundial sobre a política das drogas. Isso é essencial para que diversas iniciativas pouco conhecidas ganhem cada vez mais espaço nessa briga. Pensamento do dia em homenagem ao Mirisola que está em São Paulo. “Não me queira mal pelo bem que eu não te fiz.” Ditado Chinês.
Escrito por Paulo de Tharso às 18h24
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Tô esccrevendo um texto novo para a Artigo 5º. É mais ou menos isso.
Eureka e o primata perante a lei. O mercado de drogas é comandado pela demanda e milhões de pessoas demandam drogas atualmente ilegais. Os burokratas que constroem as polítikas sobre drogas têm usado a proibição como uma cortina de fumaça (um verdadeiro fumígeno), para evitar encarar os fatores sociais e econômicos que levam as pessoas a usar drogas. O preço das drogas ilegais é determinado por um mercado de alta demanda e não regulado. Usar drogas ilegais é muito caro. Isto significa que muitos usuários recorrem ao roubo para conseguir dinheiro. Pesquisas na Inglaterra mostram que quase metade de todos adolescentes entre 15 e 16 anos já usou uma droga ilegal. No Brasil a situação é pior. A maioria das crianças sem estrutura familiar e condições dignas (que evitem que perambulem abandonadas pelas ruas, descalças e seminuas, entregues a própria sorte), cheira cola, éter e benzina entre 5 e 10 anos de idade, marchando doentes para a morte na cadência surda do crack. Tem ainda o racismo, a xenofobia, negócios e moralismo como raízes da atual conjuntura proibicionista. As drogas__ que sempre fizeram parte da cultura humana__ foram divididas em lícitas e ilícitas. Os jovens de classe média começam a beber e fumar maconha desde cedo. Evoluem na avenida na ala da cocaína e da heroína, até alcançarem a bateria de seus derivados e chegarem finalmente à apoteose do êxtase em pleno êxtase. Ao final, terminam internados ou morrem de over-dose e abandono. Na Holanda, onde as leis do uso da maconha são bem menos repressivas, o seu uso entre jovens é o mais baixo da Europa. Dá para entender, kamarada? A proibição não funciona. E mais: A maioria da violência associada com o negócio ilegal da droga é causada por sua ilegalidade. Será que nosso sistema judiciário, não seria aliviado e o número de pessoas em prisões por envolvimento com o uso e tráfico não seria reduzido drasticamente, se a droga fosse legalizada e controlada? A proibição estigmatiza, fere e marginaliza os usuários de drogas. Os países que tem políticas ultra-proibicionistas têm taxas muito elevadas de infecção por HIV e hepatite C entre os usuários de drogas injetáveis. É terrível! É grave!E se queremos criar polítikas de redução de danos, devemos saber que estas estarão em oposição direta às leis de proibição. É preciso pensar com responsabilidade nos direitos. A proibição criminaliza desnecessariamente milhões de pessoas que, não fosse isso, seriam pessoas normalmente obedientes às leis. Legalizar seria restaurar o direito de usar drogas responsavelmente e permitiria o controle e regulação para proteger os mais vulneráveis. Já a proibição tira das mãos dos governantes e dos que constroem as políticas públicas a responsabilidade da distribuição das drogas e esse poder passa para as mãos de traficantes violentos. É aí que tudo desmorona. Antes, por causa do preço baixo do cigarro, os fumantes não tinham que roubar para manter seu hábito. Mas agora, o perigo é que os contrabandistas de cigarros, farão a festa. Tem a proibição e o preço. É preciso perguntar para descobrir e entender, a quem interessa andar na contra-mão da discussão da liberalização das drogas, quando praticamente em canetadas obscuras, surgem leis que alteram, confundem e coíbem os fumantes de tabaco?? O cigarro continua legalizado, paga imposto e não é mais tolerado nos ambientes que os vendem!? E as bebidas? O alcoolismo não é uma doença? Não causa dependência?Não atinge a sociedade prejudicialmente? No entanto essa droga é legalizada, exposta em prateleiras coloridas, vendida e taxada, consumida por homens, cada vez mais por mulheres e jovens, e a justa permite e ninguém a condena. E ela, a bebida, tem direito a anúncios televisivos e cartazes e pagodes e rocks e loiras e mulatas suadas, com roupas tão mínimas e apertadas que as proíbem de carregarem preservativos nos bolsinhos, tão justas que são... As leis. Há muita hipocrisia e ignorância por aí. 
Ora, ao final dos anos 90, mais precisamente em 97, o mercado de drogas ilegais representava cerca de 8% de todo o comércio mundial (em torno de 600 bilhões de dólares ano). Isso só fez e faz crescer passados 12 anos. Sabemos muito bem que países inteiros são comandados sob a influência, que corrompe, dos cartéis de drogas. E a proibição permite também que os países desenvolvidos mantenham um amplo poder político sobre as nações que são produtoras com o patrocínio de programas de controle das drogas. Gaita!! Isso é ou não é economia de mercado, porra!
Escrito por Paulo de Tharso às 15h11
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Que o céu nos proteja dos otimistas.  Enquanto uns defendem este momento histórico da humanidade como “o encontro da espécie com os limites da biosfera” e outros como “a mais profunda crise jamais enfrentada”, os aldeões do Congo reivindicam acesso à água e energia elétrica enquanto nós os chineses, comandaremos por lá a instalação de um cabo de fibra óptica que representará um salto tecnológico significativo (?) 
E os romanos nadam no mar de escândalos do poderoso chefão, o premiê Silvio Berlusconi, que oferece aos seus eleitores uma retórica e uma cultura política cínicas e anti-institucionais. Os valores que ele defende são fundamentados em convicções anti-intelectuais e pequeno-burguesas. Não admite nenhum limite ao seu próprio poder. 
Bom, aqui no Brasil... Vamos aprendendo com o Rio de Janeiro, que o breu resulta do esquecimento do pensamento e da falta de verdade. 
Escrito por Paulo de Tharso às 14h49
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Para meu amigo Marcelo
Agora nada lhe resta Mas ele olha pela fresta, o sol mudo que é bom. E esse kara tem múltiplos sons sem som. E sorri o delirante, porque a brisa para ele, é o bastante. Dá nas palavras o nó do impreciso. Sob o sol de verão se aquece, Entardece e esquece. Porque olvidar é preciso. Como quem conta, ele canta. E se o sol desaparece, evapora. A lua vem e o provoca e ele não emudece, nem estremece. Visionário, ele segue. E amanhã para ele haverá aurora. Pois a aranha do seu destino tece linhas. Sempre fora um menino, Dono do mais belo sonido sônico Seu segredo? Ora!... É ser Montenegro..
Escrito por Paulo de Tharso às 17h34
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