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Hoje Estréia da peça Brutal 
Texto e direção de Mário Bortolotto
Elenco: Laerte Melo, Maria Manoela, Luciana Caruso, Marta Nowill, Carolina Manica, Érika Puga e meu irmão Walter Figueiredo. Onde: Parlapatões Todas as sextas à meia-noite.
E amanhã
Recebi na quarta-feira o livro das mãos do próprio Carlaccio com dedicatória e direito a café. Ele pediu que eu lesse um trecho do livro lá no Sebo do Bac. Infelizmente não vou poder comparecer. Mas já li a porrada e sei que vai ser duka. Felicidades Karcamano!
Também Amanhã e Domingo 
Com nosso kara querido, Nelsinho Peres (cujo úniko defeito é torcer para o São Paulo), com mais 10 atores no tablado.
Teatro Coletivo Rua da Consolação, 1623 Sábados às 19:00h e Domingos às 18:00
Escrito por Paulo de Tharso às 12h37
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Homens de Papel
Domingo passado fui assistir “Homens de Papel”. Texto de Plínio Marcos, com Nelsinho Peres e um elenco jovem de tirar o fôlego. É legal a gente perceber que ainda existe a arte colaborativa em um grupo tão jovem. É um espetáculo em que o espectador é levado a trabalhar, de uma maneira silenciosa e tranqüila, porque nada nos é estranho. Principalmente o tema. Sem trilha, com uma luz correta e triste, assim como é a vida, o espetáculo é sua síntese. Tá certo: é uma das faces da vida. A face do desencanto. Lá no teatro, os espectadores têm um olhar forte diante de um texto corpulento (apesar da miséria ser magra e fraca), diferente de uma notícia terrível que a TV impõe e manipula diante de um olhar alienado ou distraído daqueles que assistem a caixinha que emite raios. Quando você sai da peça, sai com certa idéia na cabeça. E isso faz diferença! Principalmente quando você está fora de esquadro, assim como eu. Esse texto é um recorte fechado no tempo. A peça não traz novidade radical, tampouco pretende isso. Apenas texto, luz e atores. E quando isso é bem feito, o resultado é um bom espetáculo. E os textos deste inesquecível autor, sempre tiveram uma dimensão estética, o que não é verdade de um modo geral na dramaturgia que hoje a gente vê por aí, com raríssimas exceções. Digo isso porque vivemos hoje em dia a contradição máxima. Qualquer coisa pode entrar na esfera da arte. Mais do que nunca, a arte, hoje, se constitui como uma esfera à parte, com pessoas que produzem, com instituições que fazem circular, seus críticos, etc, etc... Na última Bienal de São Paulo tinha um andar inteiramente vazio, simbolizando o vazio na arte. Bem, podemos, é certo, fazer o vazio significar várias coisas. Há artistas que organizam retrospectivas de suas obras, e o que vemos? Nada. Há apenas guias que falam. Então há muitas possibilidades. Vamos conceber uma exposição sobre o tema do vazio no modernismo duro. Ou então imaginar uma exposição pós-moderna desencantada “mostrando o vazio porque a arte hoje é vazia”, e assim por diante. Mas isso não acontece quando voltamos os olhos e abrimos os ouvidos para espetáculos e textos como “Homens de Papel”. Há outros, é claro. Mas é preciso a vontade para navegá-los. A estética e a política são os legados dos textos de Plínio Marcos. Ele organizava o sensível: que era dar a entender, dar a ver, de construir a visibilidade e a inteligibilidade dos acontecimentos, que toda uma geração não queria ou não quer ver. Vale a pena conferir. Mas é bom ir desarmado, caro espectador. Desarmado dos conceitos e de seus pré-conceitos. Teatro Coletivo Rua da Consolação, 1623 Sábados às 19:00h e Domingos às 18:00
Escrito por Paulo de Tharso às 11h53
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