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Tô esccrevendo um texto novo para a Artigo 5º. É mais ou menos isso.

 Eureka e o primata perante a lei.

 

O mercado de drogas é comandado pela demanda e milhões de pessoas demandam drogas atualmente ilegais.  Os burokratas que constroem  as polítikas sobre drogas têm usado a proibição como uma cortina de fumaça (um verdadeiro fumígeno), para evitar encarar os fatores sociais e econômicos que levam as pessoas a usar drogas. O preço das drogas ilegais é determinado por um mercado de alta demanda e não regulado. Usar drogas ilegais é muito caro. Isto significa que muitos usuários recorrem ao roubo para conseguir dinheiro.

Pesquisas na Inglaterra mostram que quase metade de todos adolescentes entre 15 e 16 anos já usou uma droga ilegal. No Brasil a situação é pior. A maioria das crianças sem estrutura familiar e condições dignas (que evitem que perambulem abandonadas pelas ruas, descalças e seminuas, entregues a própria sorte), cheira cola, éter e benzina entre 5 e 10 anos de idade, marchando doentes para a morte na cadência surda do crack. Tem ainda o racismo, a xenofobia, negócios e moralismo como raízes da atual conjuntura proibicionista. As drogas__ que sempre fizeram parte da cultura humana__ foram divididas em lícitas e ilícitas. 

Os jovens de classe média começam a beber e fumar maconha desde cedo. Evoluem na avenida na ala da cocaína e da heroína, até alcançarem a bateria de seus derivados e chegarem finalmente à apoteose do êxtase em pleno êxtase. Ao final, terminam internados ou morrem de over-dose e abandono.

Na Holanda, onde as leis do uso da maconha são bem menos repressivas, o seu uso entre jovens é o mais baixo da Europa. Dá para entender, kamarada? A proibição não funciona. E mais: A maioria da violência associada  com o negócio ilegal da droga é causada por sua ilegalidade. Será que nosso sistema judiciário, não seria aliviado e o número de pessoas em prisões por envolvimento com o uso e tráfico não seria reduzido drasticamente, se a droga fosse legalizada e controlada?

A proibição estigmatiza, fere e marginaliza os usuários de drogas. Os países que tem políticas ultra-proibicionistas têm taxas muito elevadas de infecção por HIV e hepatite C entre os usuários de drogas injetáveis. É terrível! É grave!E se queremos criar polítikas de redução de danos, devemos saber que estas estarão em oposição direta às leis de proibição.

É preciso pensar com responsabilidade nos direitos. A proibição criminaliza desnecessariamente milhões de pessoas que, não fosse isso, seriam pessoas normalmente obedientes às leis. Legalizar seria restaurar o direito de usar drogas responsavelmente e permitiria o controle e regulação para proteger os mais vulneráveis. Já a proibição tira das mãos dos governantes e dos que constroem as políticas públicas a responsabilidade da distribuição das drogas e esse poder passa para as mãos de traficantes violentos. É aí que tudo desmorona.

Antes, por causa do preço baixo do cigarro, os fumantes não tinham que roubar para manter seu hábito. Mas agora, o perigo é que os contrabandistas de cigarros, farão a festa. Tem a proibição e o preço.  É preciso perguntar para descobrir e entender, a quem interessa andar na contra-mão da discussão da liberalização das drogas, quando praticamente em canetadas obscuras, surgem leis que alteram, confundem e coíbem os fumantes de tabaco?? O cigarro continua legalizado,  paga imposto e não é mais tolerado nos ambientes que os vendem!?

E as bebidas? O alcoolismo não é uma doença? Não causa dependência?Não atinge a sociedade prejudicialmente? No entanto essa droga é legalizada, exposta em prateleiras coloridas, vendida e taxada, consumida por homens, cada vez mais por mulheres e jovens, e a justa permite e ninguém a condena. E ela, a bebida, tem direito a anúncios televisivos e cartazes e pagodes e rocks e loiras e mulatas suadas, com roupas tão mínimas e apertadas que as proíbem de carregarem preservativos nos bolsinhos, tão justas que são... As leis. Há muita hipocrisia e ignorância por aí.

Ora, ao final dos anos 90, mais precisamente em 97, o mercado de drogas ilegais representava cerca de 8% de todo o comércio mundial (em torno de 600 bilhões de dólares ano). Isso só fez e faz crescer passados 12 anos. Sabemos muito bem que países inteiros são comandados sob a influência, que corrompe, dos cartéis de drogas. E a proibição permite também que os países desenvolvidos mantenham um amplo poder político sobre as nações que são produtoras com o patrocínio de programas de controle das drogas.

Gaita!! Isso é  ou não é economia de mercado, porra!

 

 

 



Escrito por Paulo de Tharso às 15h11
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Que o céu nos proteja dos otimistas.

 

Enquanto uns defendem este momento histórico da humanidade como “o encontro da espécie com os limites da biosfera” e outros como “a mais profunda crise jamais enfrentada”,  os aldeões do Congo reivindicam acesso à água e energia elétrica enquanto nós os chineses, comandaremos por lá a instalação de um cabo de fibra óptica que representará um salto tecnológico significativo (?)

 

 

E os romanos nadam no mar de escândalos do poderoso chefão, o premiê Silvio Berlusconi, que oferece aos seus eleitores uma retórica e uma cultura política cínicas e anti-institucionais. Os valores que ele defende são fundamentados em convicções anti-intelectuais e pequeno-burguesas. Não admite nenhum limite ao seu próprio poder.

 

 

Bom, aqui no Brasil... Vamos aprendendo com o Rio de Janeiro, que o breu resulta do esquecimento do pensamento e da falta de verdade.



Escrito por Paulo de Tharso às 14h49
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