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 Charge do Solda

 

Vou dar aula de francês nas Clínicas e depois correr pra descolar o que falta pro...



Escrito por Paulo de Tharso às 10h45
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 Hoje tem Brutal

Texto de Mário Bortolotto

Parlapatões

Praça Roosevelt 184

24hs

 E amanhã

Legal! Eu tô com gripe!

É normal, ter gripe. Mas bem antes de apresentar-me nas Satyra´s, porra! E com prótese na boka?

E o pior é que se eu levar em conta que esse vírus é mutante, nem sei qual analgésico tomar, porra! Eu sei que várias vacinas foram produzidas em grande quantidade para tentar “prever” as novas formas de vírus. Mas qual é a que devo tomar agora, faltando menos de 24 hs para apresentar-me, hein??? Tá legal;  Eu li que, de acordo com especialistas fudidos, o risco  apresentado pelas novas gripes está na combinação genética do H1N1 (alto índice de contágio e baixa mortalidade) e do H5N1 (baixo índice de contágio e alta mortalidade).

 A probabilidade é pouca, mas se acontecer justamente quando eu estiver fazendo a peça, amanhã às 00:30, na tenda do Bortolotto, hein? A Zeza Mota vai dizer que eu estraguei tudo! Que eu não percebi a deixa, que eu não decoro o texto e coisa e tal... E o Marcos Loureiro? Sem pensar duas vezes diria;  __ Eu sabia que esse papo que ele tinha parado de beber, era pura firula, sangue bom!  

O Jarbas, criador do texto, então...Nem pensar... “Porra, Picanha... Não acredito que cê fez isso, brother”! E o próprio Bortolotto?__ Isso, Paulo... Continue queimando pontes!  O Mirisola, então: __ Porra, Paulinho!;  Saí da beleza do Grajaú, com vista para artilharia no morro do Macaco, pra ver essa tua sagüisse?

Tudo bem! A probabilidade de essas coisas acontecerem é pouca. Mas se acontecer, o perigo de se fundirem as duas variações seria o de gerar uma alta taxa de mortalidade em um grande número de pessoas. É...Tô falando da doença, porra!

Mas tudo bem! Tô calmo! Amanhã estarei lá!

 

 



Escrito por Paulo de Tharso às 15h31
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OUTRA KOIZA

Vamos Bater O Tambor.

 

  Ontem almocei com Marcelo Mirisola. Entre uma garfada e outra, de um delicioso peixe grelhado, acompanhado de legumes levemente puxados na manteiga, ele me dizia que estava impressionado com o poder de fogo dos dois lados, na guerra do tráfico no Rio de Janeiro. Ele foi testemunha ocular e auditiva, in loco, dos últimos acontecimentos no Rio de Janeiro. Ele até escreveu sobre isso no Congresso em Foco.

 Hoje, numa ressaka dos diabos de tanta coca-cola e chá de cidreira, comecei a pesquisar mais informações para o texto da próxima  edição da  revista Artigo 5º,  e descobri algumas coisas no mínimo curiosas.

 

 O Pentágono redistribuiu as cartas. Um acordo vias de ser finalizado concede aos Estados Unidos a utilização de sete bases militares na Colômbia: Laranda e Apiay (leste do país), Tolemaida e Palenquero (centro), Malambo e Cartagena (litoral caribenho), Málaga (Pacífico).

Uma iniciativa ao menos curiosa, já que a notícia espalhada por Bogotá é a do enfraquecimento e desarticulação das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Talvez Álvaro Uribe esteja mentindo sobre esse ponto. Talvez o objetivo americano-colombiano seja bem mais amplo _ as duas hipóteses, aliás, completam-se perfeitamente.

 

  Quem define o terrorista? O narcotraficante? Por enquanto, Washington e Bogotá revezam-se em um macartismo midiático que favorece a globalização das trocas e a explosão dos interesses cruzados entre grupos econômicos e empresas de comunicação. É mesmo um grande show, Mirisola!

 

  O Jornal El País  de 16 de Julho de 2009, “teve acesso” á um relatório do Congresso americano que apontou a Venezuela como um novo “narco-estado”. Olha o trecho do relatório, escolhido pelo jornal: “As agências de segurança norte-americanas detectaram, em 2007, 178 voos provenientes de aeroportos da Venezuela, que se suspeita [é admirável a pertinência da prova], tenham transportado drogas...”.

 

  Em agosto, mês do cachorro louco, outro escândalo surgiu. O governo colombiano denunciou que três lança-mísseis pertencentes ao exército venezuelano foram encontrados nas mãos das Farc. Ok, Chávez e o narcoterrorismo no mesmo combate. Mais tarde, descobriu-se que esse material pertence a um lote de AT4, vendidos em 1988 a Caracas pela firma sueca Saab Bofors Dynamics, cinco dos quais foram roubados por um grupo colombiano durante ataque ao posto militar fronteiriço venezuelano de Carabobo, no rio Meta, em fevereiro de 1995, três anos antes da chegada de Chávez ao poder. Informação que Bogotá conhece perfeitamente.

 

 Enquanto isso e por trás dessa cortina de fumaça, os vizinhos da Colômbia __ nem todos radicais __ inquietam-se com a presença de bases estrangeiras destinadas a lutar “contra o narcotráfico, terrorismo e outros delitos de caráter transnacional”.

O caso é que devemos lembrar que a companhia bananeira norte-americana United Fruit Company, criada em 1899, tornou-se símbolo do golpe na América Central. Ela participou diretamente da derrubada do presidente Jacob Arbenz, em 1954, na Guatemala. Outros tempos?

Em dezembro de 2008, o presidente Manuel Zelaya aumentou o salário mínimo de 180 dólares para 289 dólares. Organizou-se uma verdadeira operação de guerra  contra a medida no conselho administrativo da firma Chiquita _ ex- United Brands . A companhia produz cerca de 8 milhões de caixas de abacaxi e 22 milhões de caixas de bananas por ano. A empresa mexeu seus pauzinhos em Washington, através do Covington and Burling – poderoso escritório jurídico que dá consultoria para multinacionais _, e se juntou ao Concebo Hondurenho da Empresa Privada (Cohep), também muito descontente.

Em outubro de 2006, um outro confronto já havia ocorrido no Equador. O governo questionou publicamente o monopólio que exerciam as companhias Chevron, Exxon Móbil, a nossas e vossas Shell e a empresa local Dippsa sobre a venda e distribuição dos combustíveis, e lançou uma concorrência sobre o setor.

Bom antes da sobremesa, me veio o sobressalto de que a reativação da Quarta Frota Americana, já cruza importante jazida de petróleo offshore recentemente descoberta pelo Brasil.

 

Tudo isso é para dizer que o Marcelo Mirisola tem razão. É tudo Kapital, meu irrrmão!

Pede outro delicioso creme de papaya aí,  e vamos subir o Vidigal.

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Paulo de Tharso às 13h47
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Na linha de frente da redução de danos.

 

Aprendi, por experiência própria, a pôr em dúvida a validade da autoridade social, tal como existe hoje em dia, no que se refere a indivíduos que possuam uma atividade artística bem definida. Só quem passou pela avaliação de um psiquiatra e por ele foi katalogado, sabe o que estou dizendo. É inadmissível etiquetar um artista. Os psiquiatras que me apalparam a cabeça para ver se descobriam nela alguma coisa errada, não estavam suficientemente informados dos meus objetivos e valores. Por isso, não reconheço a competência deles diante de casos típicos. Minha luta com as autoridades médicas continua. E agora, tenho ao meu favor a constatação de que não existe mais um consenso mundial sobre a política das drogas. Isso é essencial para que diversas iniciativas pouco conhecidas ganhem cada vez mais espaço nessa briga.

 

Pensamento do dia em homenagem ao Mirisola que está em São Paulo.

 

“Não me queira mal pelo bem que eu não te fiz.”

 

                                                          Ditado Chinês.



Escrito por Paulo de Tharso às 18h24
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