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Eu falo Português!

É um tal de ...Né!?
Língua de Zé Mané
Mas in the bed
Ela é meu travelling
Eu tento com she
Meu best seller
Às vezes, até faço meu planning
Pela manhã
After shaving
Eu tenho um flashback
Se she num aparece
Eu não esquento
Because eu sou seu parking
Seu one man show
Seu barato, seu King
Ela é minha starlette
Petite fillette
E ela é very good
Where are you
Meu hollywood ?
She´s my baby
Quando a gente dança
After hours
Ao som do tea for two

Eu falo português
E isso é um prazer
Ok?

É um delírio
Empire of dreams
Nada mais qu´um flash
Às five o´clock
In cinemascope
Eu sou seu jockey
Eu sei drive her
She´s minha darling
E ela está sempre alí
Prèt à porter
Sous de tompêtes
Ma serviette
Dont ela sempre carrega
One kleenex
Para limpar
Una gotita
De la nicotina
Sur meu pall mal
E quando vem o black out
Eu smash
Em fade-in
Fade-out
Sua sintaxe

Eu falo português
E isso é um prazer
Ok?

Oxupã in the sky
Comigo virá
Trasnochar
Et elle et moi
On fera
L´amour das feras
Soy navegador
Ella navegante
La luna continua
La lengua
Vuelve espuma
La muerte que se acerca
À côté de moi
Pero, dame una perra
De módo d´agente bebe na bodeguita
Uno porrón de vino
Para después, mas adelante,
Hallar una chiquita hermosa
Por quién voy apasionarme
Pero, antes de partir para siempre
Sin deplorarme
Yo advierto vosotros
Que eu não abro mão
De hablar de la chiquita
Sleeping na rede
Parler portuguais
E isso é um prazer
Ok?


Escrito por Paulo de Tharso às 23h33
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Imre Kertész

O verdadeiro Prospector.      

(Prospector: indivíduo que conhece e indica terrenos metalíferos).                                                                                                                                                                                                                                

 

É sabido que os escritores húngaros são complicados. E se é judeu, sobrevivente do Holocausto, é ainda mais complicado. E se é judeu, sobrevivente do Holocausto e filho da ditadura stalinista, aí o resultado é um vácuo que atordoa mas que tem origem clara: o peso do totalitarismo na vida húngara. E ser um escritor húngaro e errante judeu, é estar sempre em fuga, em transito, num exílio sem fim.Mas não vá pensar que ao ler Imre Kertész o leitor irá encontrar uma literatura ideológica profissionalizada , armada, engajada, ou de confissão. Não, não neste livro. Nas 176 páginas do romance Eu, um outro, o escritor segue depascente e despassa a si mesmo, ao desmascarar a fragilitate humana. Creio que Rimbaud não duvidaria nem tampouco questionaria isso porque, do seu verso; EU É um Outro, Imre Kertész extrai uma história que coloca em xeque-mate e abala os alicerces da ficção, desestruturando seus fundamentos com terremotos na alma. É a falência múltipla do estado geral do gênero. Um verdadeiro colapso. Sinto-me particularmente compelido a essa viagem, porque estou escrevendo (na verdade sofrendo de) um romance que me tira o sono, a paciência e muitas certezas. Estou aprendendo que escrever um livro com múltiplas identidades pode ser uma armadilha perigosa para o leitor e uma tarefa fatigante para o autor. Armadilha, porque cria labirintos cujas saídas são abismos, e perigoso no sentido em que um autor, ao entrelaçar identidades, pode criar uma zona de sombras que, em vez de estabelecer e determinar caracteres (e aqui quero dizer das individualizações), os desmaterializa, os esfuma e os lança sem piedade ao vazio. Só mesmo com muito tino, habilidade aguçada e tenacidade pode o escritor manter esse ritmo alucinado e chegar a resoluções críveis.  Para Kertész os escritores são atordoados pelo vazio e assombrados pela escuridão.

Não, caro amigo, não é o papel que deixa em branco o que não é, o que perturba um escritor. É a escuridão. Kertész nos mostra isso e nos alerta: “O escritor deve evitar tornar- se espirituoso quando não achar mais o que dizer”. 

 

 



Escrito por Paulo de Tharso às 19h46
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