Lenta Senectude
   
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E depois do kaos inicial,

após o colapso dos sites, será construído um palácio de krystal*

( alusão ao romance Que Fazer?, de Tchernichévski).

Então...Bem, numa palavra: então seremos visitados pelo pássaro azul.

Evidentemente não se pode garantir que nesse tempo não será,

por exemplo, terrivelmente aborrecido

(porque, o que haverá para fazer, se tudo estará distribuído numa tabela?),

mas, em compensação tudo será extremamente sensato.

Evidentemente, o que não inventamos e inventaremos por puro tédio?

Já temos os BBBs, as redes sociais idiotas,(teremos?)

os sites pornôs para os quiromaníacos de plantão e para os que tem medo de Sífilis,

de Herpes, de Kancro duro, Kancro mole, da AIDS...

Inventaremos o milagre via TV.

Basta estar na sala ou no quarto, para que...

Toda doença seja curada!

Todo mal seja afastado!

Uma mão ao céu e outra no órgão genital de sua preferência.

Teremos a TV com cheiro. O pobre poderá sentir o buquê do vinho branco,

enquanto aprecia o perfume da lagosta tremidor, que as loiras e morenas provarão.

Não é fantástico?

 



Escrito por Paulo de Tharso às 13h57
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Eu protesto

Eu protesto contra o estado das coisas/
Contra as coisas do Estado/
Contra o Estado/
Eu protesto contra o protesto/
Contra o estado em que se encontra o protesto contra o Estado/
Eu protesto contra a palavra do lavrador/
Contra palavrador/
Eu protesto a contra-mão, na esquina da Consolação/
Eu protesto contra o verso/
Contra o reverso da medalha em teu peito/
Verso a vida/
Verso a morte/
Vide o verso/
O reverso/
Eu protesto/
Contra a conversa viva e a rima com efeito/
Eu protesto contra o kaos/
Contra as pedras no kais da partida/
Contra as pedras no kais da chegada/
Contra o nada/
Contra tudo/
Contra o vento/
Eu protesto contra os azulejos e desejos na parede da memória/
Eu protesto contra o Arabesco e pelo fato da minha vida não dar uma boa história/
Eu protesto contra o teu regime/
Contra a chuva na praça D. José Gaspar, quando a gente tá afim de se esbaldar/
Eu protesto contra o silêncio que faz o vizinho não reklamar/
Eu protesto no meio da rua contra a lua que rima com minha infelicidade/
Contra a crueldade do riso do meu amigo Bortolotto/
Que não quer prosear com a lua/
Mas que gosta de ratos que avisam que o queijo tá perto do fim/
Eu protesto contra toda atividade kapital/
Contra o diabo que faz kaza no meu quintal/
Contra a rosa no meu jardim/
Contra o sol/
Contra o vendaval/
Eu protesto contra minha vida perdida por amor ao kaos/
Contra minha vida perdida nas mãos do menino que tocou o tambor/
Eu protesto contra a arrogãncia das atrizes ficoti-fricota/
Contra a beleza que irá akabar/
Contra a porra dessa dor/
Contra Nosso Senhor que se deixou crucifikar/
Eu protesto contra o existir, assim que tudo akabar.



Escrito por Paulo de Tharso às 17h29
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