Lenta Senectude
   
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1º de Maio

É bonito usar da palavra na luta de classes
Klamar alto e bom som pela luta das massas
Levantar bandeiras vermelhas ao som da Internacional
É bonito a propaganda: Brasil, um país de todos!
É bonito flanar em plena terça-feira
E não pensar que a puta da direita espreita, de mãos dadas
com a esquerda vendida.
É bonito pensar que a vida é a propaganda da Petrobrás
E que tudo está na paz de Deus.
É bonito dizer que não há nacionalidade
no espaço mental, quando Glauber Rocha
gritava Terra em Transe.
É bonito esquecer o sangue derramado
para que existisse o 1º de Maio.
Quem ousará o distanciamento Brechtiniano
Quando todos querem um pedaço da Rede Globo?
É feio citar revoluções e flores pisoteadas por canhões.
É feio cantar Mrs. Robinson sem nenhuma emoção.
É feio comemorar o dia do trabalho sem a liberdade
de um cigarro que a gente, sem gravata, não fuma mais sob a sombra
demokrátika.
É estranho rezar o pai nosso sem o pão na mesa.
É bizarro não saber mais em que ano estamos depois de 1984.
É bonito falar em Estado de direito, quando só resta o Estado
policialesco.
Parabéns trabalhadores! Escravos do Estado sem nenhum direito.
Que dia glorioso!
Viva Getulio Vargas e o teu salário mínimo!

Bonito mesmo são os olhos desse menino
querendo ser Villa Lobos.













Escrito por Paulo de Tharso às 05h10
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Tradução.


Meu trabalho de ocasião
Meu problema? Metalinguagem.
Do significado para o significante
Do texto para o contexto.
Passar do sema para o lexema
Do semema para o classema
Do léxico pra a sintaxe
( nego essas traduções digitais)
A tradução automática, mostra claramente a desimportância
do léxico.

Por isso fico com as alegrias não medidas
E com as peles não extorquidas
Ontem, conversando com meu amigo provocador Mário Bortolotto
E minha perseverante mulher Adriana Brunstein
Concluímos que as melhores Histórias
São as ininteligíveis.
E que os melhores conselhos, são os inexeqüíveis.
Artes, as não rendáveis.
Críticos, os enterráveis.

Antes dessa conversa
Em outra mesa, num outro sonho,
Com outro amigo não menos provocador, Marcelo Mirisola
Afirmamos que os melhores inimigos são os sensíveis
E que os únicos amigos são os incorruptíveis.
Por isso, decadentes louvaminheiros;
Deixem as mensagens para os mensageiros.



Escrito por Paulo de Tharso às 02h55
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Desalento

Eu deixei meu coração em tuas mãos
E isso não se faz
Eu estraguei minha juventude
Em noites vazias, cheias de argônio
E sonhos delirantes
Eu bebi todo o mar
Na esperança de aproximar os continentes
Fui devorado pelos percevejos
Enquanto fugia dos tubarões
Desafiei os deuses pagãos
Que foram os primeiros cristãos convertidos
Resmunguei canções populares
E blasfemei orações nas calçadas
Fazendo o sinal da cruz
Convivi com sugadores de sangue
E falsificadores de idéias
Que usavam máscaras douradas
Da razão pura, para enganar trabalhadores.
Muito ler os olhos cansa
Não fiz economias para os piores dias
A guerra é demasiado cara
Mas a América não se importa
Se há crianças em minas de carvão
Atrofiando sua musculatura
O belo tempo da infância não dura
E definitivamente, não é com bombas
Que um menino cresce.


Escrito por Paulo de Tharso às 16h55
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