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Oração.

Essa maré de anátemas, que envio aos Serafins
Essa coisa obscura, que chamamos de vida
Essas enzymas da publicidade, essa mentira
Que nos atiram na kara todos os dias
Essa felicidade de comer o pão com margarina
Se você tiver pão.

O tempo que não para no porto.
O porto e suas pedras no cais.
Um mártir e sua luta inglória
Sinfonia maravilhosa, sem dúvida
Para um deus que não escuta.
A súplika do mundo, quanto sangue custa?

Raça de Abel, raça de Caim
Enquanto um come e dorme feliz
Outro morre de fome, arrastando infeliz
Seus filhos na lama, miseravelmente.
E deus parece não ver, sob o seu nariz,
Que os dois são filhos do mesmo ventre

A ação não é irmã do sonho
O sonho não corresponde à realidade
A realidade é a tentativa de um escritor
Ser autêntico, roubando Cervantes e gritando:
Jamais escreveram o que escrevi,
Se não tivessem lido o que foi escrito antes.

Raça de Abel, teu sacrifício
Elogia o Serafim
Raça de Caim, teu suplício
Jamais terá um fim
Se mijo o sangue do crucifikado
É porque simplesmente eu não tenho um rim.



Escrito por Paulo de Tharso às 01h23
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